SOBRENATURAL: A ÚLTIMA CHAVE | CRÍTICA | Filme de Terror 2018

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Em Sobrenatural: A Última Chave, temos a investigadora paranormal Elise Rainier que recebe um chamado para investigar uma casa mal assombrada. O problema é que essa casa era de sua própria família, e agora ela vai precisar enfrentar os demônios do passado para ajudar outras pessoas.

A atriz Lin Shaye retorna como Elise Rainier nesse quarto filme da franquia, que não é exatamente uma continuação. Temos o aprofundamento da personagem que era até então secundária, mas tinha uma presença importante ao decorrer da trama. O novo filme até tenta se conecta aos outros, mas faz de forma improvisada e sem muita importância, servindo apenas para contextualizar o momento em que essa história acontece. Temos o aprofundamento da infância de Rainier, que foi bastante sofrida, e as consequências de viver num lar cheio de fantasmas e monstros. Essa infância é marcada por uma tragédia que deixou profundas marcas, mas que ajudou a enriquecer a personagem.

Mesmo assim, o filme apresenta diversas instabilidades, algumas bastante incômodas em relação a história. Logo no início, Elise recebe a ligação pedindo ajuda, mas reluta imediatamente, dizendo que não poderá ir. Na cena seguinte ela diz para os seus companheiros que irá sozinha, pois é a única que pode ajudar. Na próxima cena os “sidekicks” já arrumaram o carro para acompanha-la na jornada. Tudo muito rápido, tornando esse vai e volta muito desnecessário.

Outra coisa que incomoda foi o humor extremamente fraco, estranho e até desconfortável. A dupla de assistentes até se esforça, mas acabam passando do ponto com a repetição de piadas, e a tentativa de romance cômico que ficou extremamente artificial e bizarro. Na reta final do filme esse problema consegue tirar você daquele universo.

Um dos raros pontos altos é o plot twist em relação a casa e a assombração, mas isso não ajuda muito quando o filme não consegue desenvolver bem depois dele. A gente tem vários jumpscares previsíveis, personagens se colocando em perigo de propósito, sem pedir ajuda, se separando, e outras forçações para termos cenas de susto.

E a chave? Bem, o tema é utilizado de forma simbólica, com metáforas sendo aplicadas no mundo sobrenatural, mas temos o monstro com a sua mão de chave que foi muito pouco explorado. Eles mostram muito cedo o rosto dele, e fica muito ambíguo quais são seus poderes e do que é capaz. Tudo se dissolve na reta final, quando o filme apela para solucionar o problema de forma rápida. Um desenvolvimento muito superficial, que decepciona com um monstro pouco inteligente.

Se você for fã da franquia Sobrenatural, talvez valha a pena assistir o quarto filme no cinema por causa dos personagens e da infância da Elise, mas é talvez o mais fraco dos 4, e você pode esperar que saia em alguma plataforma para assistir em casa. Se você já assistiu esse filme, me conta ali nos comentários o que que você achou!

SOBRENATURAL: A ÚLTIMA CHAVE vale a pena? | Vídeo

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