Na noite de Halloween, seis jovens conseguem ingressos VIPs para um dos maiores festivais de terror da região, conhecido como Hell Fest. Mas o que eles não sabiam é que existe um assassino mascarado à solta, e que as mortes não são exatamente parte das atrações.

Com um enredo bastante promissor, Parque do Inferno traz experiências mistas, com elementos bons e ruins em partes diferentes da produção.

Se passando num parque de diversões durante o Halloween, o filme ganha vários pontos de decorações temáticas, cenografias ambiciosas, maquiagens bem executadas e atrações diversificadas. Pra gente que não tá acostumado a ver, é uma viagem dentro desse universo de Halloween que é vivenciado nos Estados Unidos.

A produção geral do filme é muito boa, com muitas qualidades técnicas de fotografia, luzes e cenografia. Algumas mortes são surpreendentes no nível de gore e violência explícita, mas infelizmente, todo esse visual não é tão bem utilizado pela história.

O roteiro sofre com muitas decisões que tiram a credibilidade da história. São sequências de escolhas que forçam os personagens, vilões e mocinhos, a agir como o filme precisa. Isso inclui criar situações onde os jovens fiquem sozinhos, ou se isolem por conta própria, se tornando vítimas do assassino, sem estranhar a ausência de outras pessoas num parque super lotado.

Personagens vão ignorar o desaparecimento de seus amigos por horas, tornando algumas das mortes muito mal aproveitadas. A ausência dos personagens não impacta no enredo, não cria rotas alternativas ou mesmo seus corpos são utilizados para algo interessante. E o celular só vai funcionar quando o vilão não estiver por perto, se não ele perde sinal imediatamente.

A partir da segunda metade do filme, quando já temos algumas boas cenas de ação e vítimas, o filme começa a intercalar as sequência de eventos com cenas de suspense prolongadas, que quebram o ritmo da história e não superam o perigos anteriores. O vilão começa a perder a eficiência e a poupar seletivamente quem o filme precisa que continue vivo.

O destaque do filme vai mesmo para a atriz Amy Forsyth, protagonista do filme que se parece com uma “final girl” dos anos 80, e interpreta extremamente bem todos os diferentes momentos da trajetória da personagem. Nós conseguimos realmente se conectar ao que ela estava vivenciando, diferente dos outros personagens. Para os fãs de terror mais antigos, tempos uma rápida participação do ator Tony Todd (Candyman).

Para o formato pipocão, slasher adolescente e temática de Halloween, esse filme chegou meio tarde para o dia 22 de novembro, podendo ter sido melhor aproveitado no mês do Dia das Bruxas. É um filme destinado a uma garotada mais jovem, podendo ser visto até dublado, pois vai conseguir se divertir com algumas situações e reviravoltas. Mas se estiver esperando algo original ou mirabolante, infelizmente não tem nada de novidade para o gênero Slasher aqui.

Parque do Inferno – Galeria

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