A Universal Pictures arrisca grande com a criação de uma versão modernizada dos seus monstros clássicos, reunindo todos num universo compartilhado a la Vingadores, com o nome Dark Universe. A Múmia, nova releitura estrelada por Tom Cruise, inicia essa nova série de filmes que conta com grandes nomes como Russell Crowe, Johnny Depp (O Homem Invisível) e Javier Barden (Frankenstein). Na história, temos o saqueador Nick Morton (Cruise) encontrando uma múmia que não deveria ter sido encontrada. Após libertar o sarcófago de sua prisão, uma maldição muito antiga renasce junto com a princesa Ahmanet (Sofia Boutella), e uma organização que caça monstros pelo mundo entra em ação para impedir esse mal.

A organização é liderada pelo Dr. Jekyll (Russel Crowe), que convive com sua dupla personalidade monstruosa, Mr. Hyde, conhecido no Brasil como “O Médico e o Monstro“, e é o responsável por reunir os personagens desse universo. Seu papel é de uma espécie de Nick Fury da Marvel, ganhando algumas cenas expositivas do personagem, mas acaba servindo mais no papel de “explicador” do universo, e deve ganhar um filme próprio no futuro.

Um dos grandes destaques é de A Múmia, foi a escolha feminina da vilã, trazendo diversidade para a série de filmes. As cenas de seu despertar são puro terror, explícitas e efeitos bem executados, com cenografias que fazem homenagem aos filmes clássicos. Apesar da caracterização, a personagem sofre do mesmo mal que os outros integrantes do filme, que é o de ter uma história e motivação bastante simplista. Diferente das versões anteriores, onde existia uma história de amor trágico, e motivações bem fundamentadas, dessa vez a múmia é apenas muito má.

Tom Cruise desvia do seu histórico de herói exemplar, e tenta fazer um canastrão despreocupado, com a vida e com os outros. Foca em tiradas engraçadas e sequências de ação, mas nunca tem a oportunidade de expor suas motivações, ou mesmo sair da personalidade genérica do herói de ação, tornando difícil a empatia com o personagem ao longo do filme.

Em contra partida, temos a atriz Annabelle Wallis fazendo uma tentativa de par romântico que nunca ganha asas, num personagem com funções bastante limitadas. Temos também o amigo engraçado de Nick, que funciona como o guia espiritual, dizendo o que os personagens precisam fazer, mas acaba caindo no esteriótipo do parceiro de alívio cômico, também sem grandes ambições.

Se você for assistir “A Múmia”, saiba que ainda é um filme do Tom Cruise, e é possível se divertir bastante com as sequências de ação (com avião, carro, explosões, etc) e também com as tiradas cômicas que o filme se permite ter. Todo o resto acaba ficando para trás, sem espaço para aprofundar os personagens ou mesmo a trama, tornando o filme num objeto de entretenimento facilmente esquecível. As próximas produções devem melhorar trabalhar melhor nesse aspecto, caso eles queiram que o Dark Universe se torne um universo compartilhado para se sentir medo, não pelos motivos errados.

A MÚMIA VALE A PENA? | CRÍTICA 2017

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