I, Zombie é um jogo de puzzle 2D estilo arcade com elementos de stealth, lançado originalmente em 2014 para PC, produzido pela Awesome Games Studio, que nos enviou uma cópia para review da versão lançada no Nintendo Switch agora em 2018.

A história simplista se passa durante um apocalipse zumbi, onde você é um morto-vivo com a habilidade de controlar outros zumbis, e precisa infectar todos os humanos do cenário para avançar. As fases são curtas, rápidas, organizadas em dois temas, verão (20 fases) e inverno (10 fases).

O jogo inova por usar um sistema de furtividade, onde você precisa se esconder para encontrar o melhor momento e posição para infectar os soldados, evitando ser abatido rapidamente. Ao comer o cérebro dos primeiros humanos, eles se transformarão em zumbis que você controla com ordens de seguir, parar e atacar, e assim usá-los como escudo ou atingir múltiplos “inimigos”.

As fases são bem simples com apenas uma tela por vez, bastando usar a lógica e as mecânicas do jogo para solucionar o quebra-cabeça. Em algumas delas, os soldados possuem armas super evoluídas, e o objetivo é matar um único cientista responsável por essa tecnologia.

No começo você acaba morrendo algumas vezes para entender os padrões de movimentação e a mecânica de furtividade, com desafios mais complexos nas fases seguintes. Felizmente o jogo possui um botão para recomeçar rapidamente o nível, dando mais agilidade a esse aprendizado, mas como ele está muito próximo dos demais botões de ação, é preciso prestar atenção para não reiniciar a partida sem perder todo o processo do nível.

Você e seus escravos zumbis possuem uma barra de vida que regenera com o tempo, e enquanto não estiverem com a vida cheia, se movimentam com velocidade reduzida. Assim é possível intercalar diferentes zumbis para compartilhar o dano dos tiros, evitando a morte de algum dos seus comparsas. Os gráficos são muito simples num estilo cartoon 2D, despretensioso e genérico, servindo apenas para a temática do jogo. O seletor do menu principal e do menu de pausa fica um pouco apagado, difícil enxergar, o que pode causar escolhas acidentais (sair do jogo, reiniciar fase). No Nintendo Switch, o jogo não permite o sistema salvar screenshots e gravar gameplay, como normalmente é permitido em outros jogos, e também não usa o HD Rumble.

O jogo acaba sendo bem curto e sem muita variedade, com poucas mecânicas apresentadas ao longo das 30 fases. Tentando contornar isso, I, Zombie inclui um sistema de compartilhamento de fases criadas pelos próprios jogadores. Você pode criar sua própria fase e disponibilizar num diretório compartilhado do jogo, onde outras pessoas podem baixar e jogar suas fases. As mais votadas sobem no ranking e ganham destaque na comunidade.

I, Zombie é um jogo muito simples e curto, que já está disponível em outras plataformas. Infelizmente ele tem um feeling de jogo mobile que pede por mais conteúdo sazonal, mas os desenvolvedores deram essa responsabilidade de conteúdo extra para os fãs, e pelo recente lançamento, esse suporte da comunidade ainda é reduzido. O som é outra área pouco explorada, com uma única música cômica sem muito apelo, e a temática poderia ser aproveitada com mais cenários, variedade de inimigos e mecânicas. Com 4 anos sem grandes atualizações, é provável que isso não aconteça.

Em outros consoles o jogo ainda ganha algumas vantagens, como um preço mais acessível e sistema de achievements que incentiva objetivos adicionais, que no Nintendo Switch não existe. Sem esse incentivo extra, você conclui todas as fazes em aproximadamente uma hora, o que não justifica o valor do jogo na loja virtual da Nintendo, onde o único apelo é realmente a portabilidade.

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