Veja nossa crítica do filme de terror asiático Fortuna Maldita (Sebelum Iblis Menjemput, May The Devil Take You), feito na indonésia com distribuição da Netflix, e descubra se vale a pena assistir!

Abrimos com uma sequência mostrando um homem recebendo uma mulher misteriosa em casa, e em seguida realizam um ritual macabro para adquirir prosperidade financeira. O filme rapidamente avança no tempo para mostrar suas conquistas e o abandono da família pra se casar com uma atriz famosa.

Logo as consequências dessa barganha chegam, seja por meio da doença misteriosa e fatal , seja pela ruína da empresa e miséria da família. Em seu leito de morte, os filhos do primeiro e segundo casamento se reúnem para decidir o que fazer. Há uma antiga casa em que o pai vivia frequentando nos últimos tempos antes de adoecer, e ela pode ser a origem da doença, ou ao menos conter objetos de valor para amortecer a dívida que deixou.

O filme se destaca com elementos asiáticos que utiliza, principalmente de ocultismo e simbologias para o sobrenatural. Eles podiam ter sido um pouco mais importantes para a história, mas ele acaba seguindo para um drama familiar, e depois se transforma numa versão asiática de evil dead.

Esses dois lados do filme são bastante destacados um do outro, e o drama familiar me incomodou bastante por causa do ritmo. A gente descobre mais sobre a mãe da filha biológica, sua relação conturbada com o pai, e a família que o pai trocou.

Mas são muitos diálogos onde as pessoas não estão fazendo nada, apenas parados falando coisas bastante previsíveis. Não existe uma construção de cena, câmera andando, nada, é tudo muito linear e devagar, e fica muito na conta dos atores que não trazem muita expressão, então a culpa é do diretor que deveria estar conduzindo melhor as cenas.

Daí vem a parte sobrenatural, basicamente de casa mal assombrada e possessão. É 100% Evil Dead, copiando vários elementos de gore, maquiagem, efeitos práticos, e nisso eu confesso que me diverti bastante, mas eles nunca surpreendem, e parece ser uma versão mais simples e franquia dos efeitos especiais que já eram feitos há décadas.

O ritmo de Evil Dead funciona pois é uma loucura de acontecimentos imprevisíveis e absurdos, e nesse a gente intercala com cenas de diálogo e drama bastante paradas e pouco interessantes.

Com quase uma hora de filme temos uma virada importante com terror e possessão, isso é bem explorado, mas ainda faltava uma hora e 10 minutos de filme e ficou evidente que algo estava errado. O filme dá algumas voltas em relação ao drama e as possessões, e por causa desse tempo extendido, as sequências de acontecimentos se extendendem, ficando muito cansativas.

Nada do drama é legal, diálogos simples, personagens sem força, conflitos forçados, e uma protagonista sem reação nenhuma. Olhando pra cara dela não dá pra dizer se ela tá com medo, preocupada, triste, se está sofrendo. Muito complicado, pra mim foi uma das piores partes do filme.

O filme investe em efeitos práticos legais, não perfeitos, e nisso eu dou crédito pra eles, mas por que então enfiar efeitos de computador muito bobos. Soluções de computação feitas sei lá no iMovie ou no Windows Movie Maker, nosso celular já faz efeito especial melhor que foi feito.

Pra piorar enfiaram uma cena de flashback explicando o que já foi explicado, com o pior dos clichês e computação gráfica ever. Muito mal feita se comparado com o restante do filme.

É um filme que tem qualidades, mas teria que ter cortado uns 30 minutos de drama e cenas de terror extendidas. Quando os personagens precisam ler um livro em voz alta pra explicar tudo que está acontecendo, quer dizer que o filme não saber outra forma melhor de passar aquela informação.

Eles continuam explicando e resolvendo coisas até o último momento do filme, adicionando mais algumas voltas, facilitando ou dificultando pra render mais um caldo e nunca surpreende. Então tem que ter paciência.

Se você curte filmes de terror asiáticos com possessão, fantasma, coisas sobrenaturais, pode assistir pelos efeitos práticos, mas não se importe com a história, ou com os personagens, e nas partes de drama pode até acelerar o filme, pois não importa.

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